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quinta-feira, janeiro 06, 2005

Ligação 

A sonda aconselha:

http://marcaustico.blogspot.com

... só porque finalmente redescobrimos o mar como nossa vocação.

# posted by Sonda : 20:36

segunda-feira, setembro 06, 2004

Barco apinhado 



Na semana passada partidos, organizações, oposições e transeuntes com opiniões favoráveis fizeram uma navegaçãozinha de quase três horas para se encontrarem com os "marinheiros" do Borndiep, o barco da Women on Waves.
Afinal, barco do aborto ou barco do paleio?

Consta que a agenda também está preenchida para esta semana. A viagem-diálogo irá ser feita desta vez pelo rancho folclorico de Aguiares da Beira, pelo Cônsul Honorário da Guiné-Bissau no Porto, pela Tuna do IADE, pelo Sr. André da sapataria Sandocã de São Mamede de Infesta, por membros da Confederação Agricultores, pelo Gimba (candidato à presidência do C.C.M.), por representantes da Associação dos Amigos de Olivença, etc...

É caso para perguntar: se houvessem portuguesas com coragem de dar a cara para ir abortar ao barquito, teriam vaga?
# posted by Sonda : 21:52

domingo, setembro 05, 2004

... e agora em directo da Country Music Television 



James Hetfield, frontman dos Metallica, vai participar num concerto country organizado pelo canal CMT, concerto esse que irá para o ar dia 29 de Outubro.
Finalmente, o artista revela-se!
Os ultimos CDs de Metallica comprovam-no.
# posted by Sonda : 21:43

segunda-feira, agosto 30, 2004

Solução à vista 



O Secretário de Estado Donald Rumsfeld respondeu ao pedido de auxilio do Ministro Paulo Portas perante o grave ataque contra a moralidade e costumes portugueses perpretado pelo Barco do Aborto.
A solução foi encontrada no envio do famoso Barco do Amor, da série televisiva "Love Boat". Nessa embarcação será leccionada a disciplina de educação sexual... enquanto esta não chega às escolas públicas.
# posted by Sonda : 21:45

domingo, agosto 29, 2004

Ciclos 

Quando a coisa não corre de feição, os portugueses remetem-se para a crítica fácil.
Sou um caso, sou português. Implico muito com as evoluções mercado audiovisual, especialmente rádio e TV, mas na maioria das vezes o mercado tira com uma mão e repõe com outra. O equilibrio existe.

Vejamos o caso da rádio, recentes mudanças no éter levam-nos a pensar que diminuirão os seus momentos de interesse. Errado.
Por uma rádio comercial que se emburrece para o seu mercado publicitário, acabam sempre por permanecer meia dúzia delas que nos dão bons motivos para sintonizá-las. A Radar, Oxigenio, Classica FM, Marginal, Antena 2, etc são rádios mantidas com orçamentos baixos, mas que estão em campos distintos da TSF, Best Rock, Comercial, Mega FM, RFM...

A concorrência acaba por gerar outros modelos, a palavra importante é dada sempre pelo ouvinte. O perigo de uma cultura se extinguir é pouco comum, ela apenas se reformula, readapta aos estimulos que a põem em causa ou que a ajudam a permanecer. E quem fala em cultura, fala em produto.

Notam-se ciclos. Reparem, o TVI Jornal já não é bloco (maciço) noticioso mais visto pelas pessoas. Actualmente o Telejornal da RTP segue à frente das TV privadas. O que interessa presentemente às pessoas já é menos a desgraça fácil, o caos, o horror. Os gostos mudam, os receptores fartam-se de determinados formatos.

Na rádio, o mais curioso é que entre os blocos que disputam o mercado jovem lidera a Antena 3, a estação que tem um modelo diferente das privadas: mais música nacional, variada, etc. A concorrência não tem entendido o sentido do mercado, os gostos dos ouvintes. O trabalho desenvolvido da Antena 3 tem vindo a ajudar ao relançamento do pop rock português. Para a Mega FM e Best Rock, os portugueses continuam a gostar mais de música made in estrangeiro e sobretudo repetida.

O arrojo custa, mas é prova que, quem aposta na novidade acaba mais tarde por lucrar. É tão verdade para os produtos tecnologicos, produtos de limpeza como para as rádios ou TV. O problema é que os empresários portugueses não apostam. Vidrados pelo modelo RFM, que resulta por agradar à grande fatia de mercado 30-55 anos, lembram-se de conquistar o mercado jovem com as mesmas armas. Patetice.

Se é certo que são os receptores a mandar, é certo também que as suas escolhas são impulsionadas pela educação que têm, as suas escolhas são feitas pela variedade que lhes foi dada. Aí o estado tem um papel fucral... a educação.
# posted by Sonda : 18:38

quinta-feira, agosto 26, 2004

O homem que mordeu o programa da manhã 

Foi desmantelado o programa da manhã, onde “O Homem que Mordeu o Cão” progredia há 8 anos. Primeiro na Comercial e depois na Best Rock.

Pedro Tojal, senhor RFM outrora, presentemente “especialista” a (des)programar rádios da Mediacapital, achou que o insucesso da Best, em relação às mais directas concorrentes Mega FM e Antena 3 (esta a liderar o segmento de mercado), era devido a uma excelente equipe do programa da manhã e à boa disposição que punham nos ouvintes jovens e menos jovens.

Pedro Ribeiro e Nuno Markl foram convidados a comandar o programa matinal da Rádio Clube Português, só o primeiro aceitou. O mais provável é Markl ir para outra rádio com outro estilo de programa… e faz muito bem. Os três estarolas do programa da manhã (faltava falar da Maria de Vasconcelos) tinham ficado desagradados com a transferência Comercial – Best Rock FM que se viram obrigados a aceitar. O seu auditorio tinha ficado reduzido a três cidades: Lisboa, Porto e Coimbra.

O Nuno Markl tem ainda muito para dar, mas não percebo a razão porque, embora trintão, o deva fazer numa rádio para quarentões, cinquentões, seissentões, etc. Mesmo o Pedro Ribeiro,. mais apegado a músicas que a RCP segundo consta, estará desajustado. Mas será certo que baterá em KO-primeiro-round o programa RFM like q Pedro Tojal dava corpo até agora. Safavam-se as crónicas de Nuno Rogeiro, mas de resto, banalidades como concursos “nem sim, nem não”, não obrigado. Não é excelência, inteligência, boa disposição, é cópia gá gá de uma rádio dos 80’s.

O programa morreu na rádio, mas vai continuar na TVI e haverá mais um livro. Era tempo de mudança, mas foi feita de forma desagradável. Os apresentadores já nos seus 30 davam a voz por uma rádio que se queria adolescente.

Best Rock… que futuro? Para mim era um sacrifício ouvir a sua playlist exaustiva. Imaginem o que é ouvir sempre o mesmo conjunto de 10 músicas todos os dias no programa de manhã. Não terá sido talvez esse um dos argumentos que leve pessoas a ouvir outras rádios? Será que Pedro Tojal já reparou que a líder, Antena 3, é a que passa mais música portuguesa, repete menos as faixas, tem mais programas de autor… querem quê, continuar a acreditar que as sondagens de rádios dizem “epá, a malta gosta é de música estrangeira, sempre os mesmos temas… esse espírito de rádio vende bem”.

Para a Mediacapital alguns nomes: Radar, Oxigénio, Marginal, Clássica FM, 91.6mhz. Felizmente que a rádio não morre, e que as “comerciais” se vão questionando.

Ao Pedro Ribeiro, Nuno Markl e Maria de Vasconcelos boa sorte nos futuros projectos. Tenho a certeza que serão de qualidade e que assegurarão o prazer de acordar para um novo dia, prazer esse arredado de várias rádios quadradonas, sorridentes e futeis que procuram lucro mas que não enriquecem os seus ouvintes.
# posted by Sonda : 19:59

domingo, abril 11, 2004

Carnevale 

Finalmente, pus a vista em cima do "A Paixão de Cristo" de Mel Gibson.
Não é um filme de terror, mas talvez se possa encaixa-lo na categoria "filme de pancadaria".
Gostei, embora ache exagerado a violência exercida sobre o actor principal. Os enxertos de porrada que o JC levou apenas servem para mostrar a visão fanática de Mel Gibson. Só um super-homem conseguia chegar vivo ao fim do calvário.

Trata-se de uma perspectiva daquele episódio bíblico. Escolheu-se faze-lo em linguas já mortas, com um visual muito "em carne viva". Apontam-se as culpas para os sacerdotes judeus, dizendo que Pilatos até era um gajo porreiro. Outros dirão o contrário.
# posted by Sonda : 14:31

sábado, abril 10, 2004

Filosofia de alcofa 

A minha relação com factos que não dou valor identifica-se, em parte, com noção de inimigo que Pedro Mexia delineou nas páginas da Grande Reportagem de há duas semanas.

“Apesar de saber que tenho talvez sete ou oito inimigos a sério não me sinto inimigo de ninguém. Não significa isso que me considere um cristão impecável, apenas digo que as pessoas de quem não gosto me merecem em geral a indiferença, e não devoção assassina.”

Realidades e seres vivos incompatíveis com a nossa forma de ser, parecem merecer a mesma resposta. A relação que tendo a ter com eles é a mesma: ao que não gosto, não dou valor. E dar valor é mencionar, querer saber de, virar a cara para ver, etc…

Em vez de nos dedicarmos ao conflito, que apenas gera impasse, ignorar o que reprovamos é contribuir para a sua menor importância. O que existe só é concreto porque tem praticantes e quanto menos tiver…
O politeísmo clássico desapareceu porque os seus seguidores deixaram de existir; quando os portugueses prescindirem de olhar para um acidente do outro lado da estrada, talvez o tráfego deixe de abrandar; quanto menos cuspirem para o chão, mais serão os que deixam de ter coragem de o fazer…

“Todas as criaturas de quem me podia sentir inimigo disseram ou fizeram coisas humanamente compreensíveis (…) mas todos os casos reconheço as razões do outro.”

Não há verdades universais. Acreditar que se é o único detentor da razão, é ser ignorante.
# posted by Sonda : 15:11

terça-feira, abril 06, 2004

Homenagens? Nah me apetece... 

Sam the Kid, para muitos o mais talentoso MC/DJ do Hip Hop português, usou um sample de Victor Espadinha numa das faixas do seu CD "Beats Vol 1". Tratava-se de uma frase proferida pelo cantor macho latino que não pertencia a nenhum tema da sua carreira, fora retirado de uma entrevista. A forma e o conteúdo interessaram a Sam The Kid. Levou-o a colocá-la numa faixa instrumental que falava de amor.

Victor Espadinha, que até tinha trabalhado com Ornatos Violeta há pouco tempo, não gostou e processou Sam The Kid, por usurpação de direitos de autor.
Uau, que direitos? Tirar uma frase de uma entrevista de rádio ou TV é querer beneficiar indevidamente de quem a proferiu?
Quem levantou esta questão foi Nuno Galopim (DNmais), dando a entender que se tratava de uma homenagem de um indivíduo da nova geração a um da velha guarda.
Homenagem? Não estamos no país das maravilhas. No Hip Hop tudo se sampla, tudo se transforma. Se todos os ripansos fossem homenagens, o Hip Hop era um antro populado pela fina cultura e pelos bons samaritanos...
# posted by Sonda : 18:04

domingo, abril 04, 2004

Niquel Náusea 


# posted by Sonda : 18:48

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